Mudas

Canteiros convencionais

O período da semeadura até a germinação pode ser de 10 a 15 dias quando as temperaturas forem maiores que 18° C. Em locais onde a temperatura é muito baixa esse período pode ser maior.

Para produzir mudas de boa qualidade em canteiros convencionais é importante que:

- Os solos sejam férteis, soltos, profundos, bem drenados e livres de pragas, doenças e inços;
- exista disponibilidade de boa fonte de água nas proximidades do canteiro para os tratamentos químicos e de irrigação;
- que os canteiros tenham exposição ao sol da manhã, evitando lugares úmidos e sombrios e que não sejam alocados em áreas de ventos dominantes, o que pode prejudicar a germinação e o desenvolvimento das mudas;
- que os canteiros sejam de fácil acesso e planos para facilitar os cuidados e tratamentos estando protegidos de animais que possam provocar danos às mudas;
- não utilizar áreas onde havia plantio ou que estejam próximas de lavouras de solanáceas (batata inglesa, tomate, pimentão e berinjela) e
- fazer as aplicações preventivas de defensivos para o controle de pragas e doenças.

Na produção de mudas em canteiros convencionais, o desbaste é importante para produção de mudas fortes, uniformes e sadias. Não é recomendável que se produza mais de 300 mudas por m2 para que ocorra um bom desenvolvimento.

É recomendado que a primeira poda seja feita quando as mudas atingirem aproximadamente 7 centímetros ou com cerca de 6 a 7 folhas. Nesse processo é importante que não se corte o ápice da muda. A poda deverá ser repetida quantas vezes for necessário para permitir o desenvolvimento das mudas menores e, com isso, obter um conjunto de mudas mais uniformes. Após a poda, é importante que sejam aplicados produtos preventivos, que impeçam a ocorrência de doenças bacterianas e fúngicas. A desinfecção do material utilizado para fazer a poda também é fundamental para evitar a contaminação das mudas por viroses.

A poda pode aumentar o número de mudas úteis e melhorar a uniformidade na altura e diâmetro do caule deixando-a mais resistente.

Um controle eficaz de pragas e doenças é essencial para produção de mudas sadias. Sem esse cuidado, mudas doentes poderão ser transplantadas, o que irá comprometer o sucesso da lavoura. O controle de doenças no canteiro é mais fácil e o custo é menor.

Sistema “Floating”

Este método consiste em produzir as mudas em bandejas de isopor que flutuam na água de uma piscina em um túnel coberto por plástico. Esse sistema tem por objetivo proporcionar um ambiente protegido, que propicie as melhores condições para germinação e desenvolvimento das mudas.

O material básico para produção das mudas nesse sistema requer uma estrutura em madeira ou tijolos com 10 a 20 cm de altura, recoberta por uma lona plástica formando a piscina, outra lona plástica sustentada por arcos para formar o túnel, bandejas que flutuam, substrato e semente.

As dimensões da piscina, bem como o número de bandejas, são definidas de acordo com o número de mudas que se espera produzir em cada túnel.
Um volume mínimo de água da piscina deve ser mantido para manter as mudas hidratadas bem como para evitar concentrações excessivas de fertilizantes e produtos químicos utilizados na prevenção de pragas e doenças. O volume máximo de água varia de acordo com as condições climáticas da região onde as mudas estão sendo produzidas para evitar o possível congelamento da água.

As bandejas são preenchidas com substrato e a semeadura é realizada. Logo após a semeadura, as bandejas são colocadas na piscina com água.

Existem vários tipos de fertilizantes e produtos químicos para o manejo da produção de mudas nesse sistema. A maneira mais segura de implantar o sistema “floating” para produção de mudas de tabaco é seguir as recomendações técnicas fornecidas pelas empresas do setor.

No “floating”, o controle eficaz de pragas e doenças também é essencial para produção de mudas sadias. Sem esse cuidado, mudas doentes poderão ser transplantadas, o que irá comprometer o sucesso da lavoura.

Existem muitas vantagens nesse sistema comparado com os canteiros convencionais.

Algumas delas são:

  • A tarefa de desbastar as mudas é eliminada;
  • não é necessário controlar ervas daninhas;
  • maior facilidade para efetuar podas;
  • mudas mais uniformes;
  • transporte para lavoura mais fácil;
  • menos replantes;
  • lavouras mais uniformes e
  • maior produtividade de tabaco.

 

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