
Os sintomas normalmente iniciam em um lado da planta com o murchamento das folhas, podendo haver uma "amarelação" ou bronzeamento das mesmas. Causada por um fungo de solo, essa doença provoca "amarelação" lenta e seca das folhas. No lado afetado da planta, abaixo da casca, há uma descoloração uniforme de todo o tecido lenhoso (tecido vascular), apresentando uma cor marrom tipo chocolate. Esse sintoma típico de fusarium contrasta com os da murcha bacteriana que somente apresenta listras escuras. A aparência unilateral dos sintomas e a descoloração vascular podem causar confusão entre murcha de fusarium ou murcha bacteriana. Porém, o “pus bacteriano” descrito para a murcha bacteriana é uma forma confiável de distinguir estas duas doenças. Algumas raízes no lado afetado apodrecem. A murcha de fusarium, assim como a murcha bacteriana, está geralmente acompanhada de infecção com nematóides de galhas.
No solo, o fusarium pode sobreviver por 10 anos ou mais, sendo um fungo parasita que entra por aberturas causadas por nematóides ou por outros danos nas raízes para alcançar o sistema vascular e se espalhar pelos vasos, bloqueando-os parcialmente e reduzindo o suprimento de água para a planta.
A disseminação do fungo para outras lavouras é através de restos de cultura infectados.
A principal forma de controlar o fusarium é o uso de cultivares resistentes, mas a resistência não é completa. O uso de nematicidas e a rotação de culturas também podem ser benéficos para áreas altamente infestadas com nematóides e fusarium.
A ProfiGen possui cultivares resistentes que possuem alta tolerância ao fusarium:
Burley: NC4, HB4488P
Virginia: PVH20, PVH51, PVH2275
Fotos com sintomas da doença:
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