Murcha Bacteriana

 

O primeiro sintoma desta doença bacteriana é o murchamento de uma ou duas folhas, que podem até se recuperar à noite. Inicialmente, as folhas de um lado da planta murcham, enquanto as folhas do outro lado aparentam estar normais. Folhas afetadas se tornam verde-claras a amarelas, ocasionalmente ficando escaldadas ou formando áreas necróticas entre as nervuras ou nas margens da folha. Por fim, as raízes afetadas se tornam escuras, apresentando uma podridão mole caso haja presença adequada de água e umidade. Abaixo da casca, ao longo do caule afetado, a descoloração dos tecidos do xilema forma listras estreitas e escuras. Se um segmento do caule contendo tecido descolorido é colocado num copo com água limpa, filamentos leitosos aparecerão na ponta do tecido. A resistência à murcha bacteriana é mais baixa em tabaco Burley que no tabaco Virgínia.

A bactéria que causa a murcha bacteriana provém de raízes infectadas e pode permanecer no solo por vários anos. Penetra nas raízes através de orifícios causados por ferimentos ou injúrias mecânicas ou então por aberturas causadas por nematoides.

Práticas de manejo como eliminação da soca, rotação de culturas e cultivação adequadas são importantes no manejo da doença, porém o uso de cultivares resistentes é o melhor método para prevenir os danos dessa doença.

A ProfiGen possui vários híbridos resistentes à murcha bacteriana. Dentre a lista de híbridos resistentes podemos citar:

Burley: HB14P, HB4124P, HB4151P, HB4155P

Flue-cured: PVH 09, PVH20, PVH 50, PVH2254, PVH2291, PVH2343RGH 04.

Fotos com sintomas da doença:

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